sexta-feira, 26 de outubro de 2007

As Linhas de Torres

As Linhas de Torres são um extraordinário conjunto de fortificações militares, erigido entre os anos de 1809 e 1812 (já quando as tropas do Marechal Massena se haviam retirado), sob a direcção de militares ingleses, por um conjunto de militares portugueses e ingleses ajudados pela população das áreas em redor das mesmas, contratada e paga para o efeito.

O mais extraordinário é que a construção de mais de 150 fortes, redutos, baterias e bastiões foi feita no maior segredo, ao ponto dos franceses desconhecerem a sua existência.

O objectivo era impedir o acesso a Lisboa ao possível exército invasor, vindo do Norte / Nascente. O Sul e o Poente estavam protegidos pela água, e era sabido que os franceses não dispunham de marinha que fizesse frente à inglesa.

As Linhas de Torres são 4:

A 1ª linha, com uma extensão de 46 km, inicia-se junto ao Oceano Atlântico, na Foz do Rio Sizandro, passa por Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e termina junto ao Tejo, em Alhandra.

A 2ª linha, localizada 13 km a Sul da 1ª linha, tem 39 km de extensão, desenvolvendo-se entre Ribamar (de novo junto ao Oceano Atlântico) ate à Póvoa de Santa Iria, junto ao Rio Tejo, passando por Mafra, Montachique e Bucelas.

40 km a Sul da 2ª linha, localizava-se a 3ª linha, com apenas 3 km de extensão. Esta linha destinava-se à defesa da praia de embarque da frota inglesa em S. Julião da Barra, e ia de Paço de Arcos à Torre da Junqueira.

A 4ª linha deste conjunto de fortificações foi edificada na zona a Sul do Tejo (distrito de Setúbal) para evitar uma aproximação pelo Sul.

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